Um encontro realizado no Hub Crea-RN, em Natal, destacou os desafios do licenciamento ambiental de empreendimentos imobiliários na zona costeira, promovido pelo Sinduscon-RN e CREA-RN.
A discussão faz parte das ações do ELI da Construção Civil, que visam estimular a colaboração entre profissionais do setor para promover a sustentabilidade e inovação no estado.
O evento reuniu especialistas da construção civil, mercado imobiliário e área ambiental para abordar como o desenvolvimento urbano pode coexistir com a preservação dos ecossistemas costeiros.

Os participantes enfatizaram a necessidade de diálogo e união para superar os entraves legais e garantir um desenvolvimento sustentável na região.
Desafios do licenciamento ambiental na zona costeira
No dia 04 de novembro de 2026, o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Norte (Sinduscon-RN) e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Norte (CREA-RN) promoveram um encontro no Hub Crea-RN, em Natal, com o foco nos desafios que envolvem o licenciamento ambiental na zona costeira. A iniciativa faz parte do ELI da Construção Civil, que visa estimular a colaboração entre diversos atores do setor para promover inovação e sustentabilidade.
Os participantes, incluindo profissionais da construção civil e do mercado imobiliário, abordaram as dificuldades enfrentadas em relação às exigências legais do licenciamento ambiental na zona costeira. Um dos temas centrais discutidos foi a necessidade de harmonizar o desenvolvimento urbano com a preservação dos ecossistemas costeiros, considerando, ainda, os impactos da expansão urbana nos ambientes naturais.
Emerilson Gil Emerim, especialista em licenciamento ambiental, enfatizou que o grande desafio é encontrar um equilíbrio entre a proteção ambiental e o desenvolvimento econômico. Ele salientou que os serviços ecossistêmicos e os serviços socioeconômicos devem coexistir de maneira equilibrada para garantir tanto o bem-estar humano quanto a qualidade ambiental.
A importância do diálogo entre os setores
Durante o debate, a especialista em negócios imobiliários do Sinduscon-RN, Sophia Motta, destacou a insegurança jurídica como um dos principais obstáculos ao avanço do desenvolvimento imobiliário na zona costeira potiguar. Embora haja um entendimento sobre a importância da conservação ambiental, ainda há falta de clareza sobre como integrar essa proteção com o crescimento econômico e turístico.
Motta defendeu a necessidade de promover o diálogo entre as instituições públicas e o setor privado. Ela sugeriu que a construção de entendimentos comuns é essencial para superar as barreiras atuais. A especialista conclamou todos os envolvidos a se reunirem e dialogarem para buscar soluções eficazes para os desafios enfrentados no licenciamento ambiental.
O encontro também ressaltou que a união dos diferentes segmentos da construção civil, como construtores, arquitetos e corretores, é fundamental para enfrentar os desafios. O consenso entre os profissionais pode levar a um avanço no setor, facilitando a criação de soluções que considerem tanto a preservação ambiental quanto a necessidade de desenvolvimento urbano.
Troca de experiências entre estados
O vice-presidente de Política Ambiental do Sinduscon-RN, Hugo Medeiros, ressaltou a importância da troca de experiências entre estados para aprimorar os processos de licenciamento ambiental na zona costeira do Rio Grande do Norte. Ele destacou que o evento trouxe insights sobre o modelo de desenvolvimento imobiliário de Santa Catarina, que tem se destacado nos últimos anos. Essa comparação permite identificar oportunidades de melhorias para o estado potiguar.
Papel ativo do setor produtivo
Por fim, o debate reforçou a ideia de que o setor produtivo deve ter um papel ativo na busca por soluções para os problemas do licenciamento ambiental na zona costeira. Segundo Medeiros, o setor da construção civil precisa participar de maneira proativa, propondo discussões e engajando-se nas ações necessárias para a resolução dos problemas encontrados.
Ele enfatizou que não se pode esperar apenas por respostas do poder público; os empresários e entidades representativas devem ser protagonistas nas discussões. O encontro evidenciou a urgência de mobilizar todos os agentes envolvidos, tanto públicos quanto privados, para construírem em conjunto um ambiente favorável ao desenvolvimento sustentável, sem comprometer os recursos naturais da zona costeira.