No dia 23 de outubro de 2026, o governo do Estado concedeu a Licença Prévia para o Projeto Natureza, da CMPC, que prevê a instalação de uma fábrica de celulose em Barra do Ribeiro.
Importância da Licença Prévia
No dia 23 de outubro de 2026, o governo do Estado do Rio Grande do Sul entregou a Licença Prévia (LP) para o Projeto Natureza, iniciativa da multinacional chilena CMPC, que prevê a construção de uma nova fábrica de celulose em Barra do Ribeiro. A emissão da licença foi realizada pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) após uma rigorosa análise técnica dos estudos ambientais do projeto.
A cerimônia de entrega da licença ocorreu no Palácio Piratini e contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o governador do estado, Eduardo Leite. Durante o evento, Alckmin destacou a importância do projeto para o fortalecimento da indústria e geração de empregos no Brasil, ressaltando que o Projeto Natureza representa um potencial significativo para a economia da região.

Impacto econômico e geração de empregos
O Projeto Natureza prevê um investimento de aproximadamente R$ 27 bilhões, considerado o maior aporte privado na história do Rio Grande do Sul. Este valor não apenas possibilitará a instalação de uma nova unidade industrial em Barra do Ribeiro, mas também a infraestrutura logística necessária, incluindo um terminal para exportação de celulose no Porto de Rio Grande.
O empreendimento deve gerar milhares de empregos, estimando-se que durante a fase de construção até 12 mil trabalhadores possam ser contratados. A operação da nova fábrica poderá empregar cerca de 800 pessoas diretamente e criar 1,5 mil postos de trabalho permanentes para terceirizados. O impacto positivo da CMPC no setor da celulose é significativo, com a expectativa de aumento na participação gaúcha neste mercado.
A fábrica projetada terá capacidade para produzir 3 milhões de toneladas de celulose branqueada de eucalipto anualmente. O uso de tecnologia avançada, como o sistema Kraft, garantirá a eficiência energética da produção, pois haverá a geração de energia por meio da queima do licor negro, um subproduto do processo.
Além disso, o projeto tem um compromisso com a sustentabilidade, prevendo a destinação de lodos e subprodutos para a produção de fertilizantes, bem como a manutenção de um cinturão verde em torno da unidade industrial. Há também um plano de compensação ambiental que representa 0,5% do valor do investimento, cumprindo normas do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC).