A GAC anunciou avanços significativos em sua bateria de estado sólido, que alcançou a fase de produção-piloto.
Essa tecnologia, desenvolvida pela empresa desde 2014, possui uma densidade energética superior a 400 Wh/kg.
Com isso, a montadora prevê a aplicação dessas baterias em modelos da Hyper a partir de 2026, oferecendo autonomia superior a 1.000 km.

Além da autonomia, o novo sistema busca aumentar a segurança e reduzir os custos de produção de veículos elétricos.
Avanços na bateria de estado sólido
A GAC anunciou que está à frente no desenvolvimento de sua bateria de estado sólido, uma tecnologia que promete revolucionar a mobilidade elétrica. Desde 2014, a empresa tem trabalhado nessa inovação, levando-a da pesquisa para a fase de produção-piloto. A nova bateria é projetada para alcançar uma densidade energética superior a 400 Wh/kg, um avanço significativo que pode permitir um maior armazenamento de energia sem aumentar o peso do conjunto de baterias.
A melhoria na densidade energética é crucial, especialmente para veículos elétricos, onde o peso das baterias é um fator limitante. Com a bateria de estado sólido, a GAC vislumbra aumentar a autonomia dos veículos da Hyper, sua linha premium, prevendo que alguns modelos poderão ultrapassar a marca de 1.000 km de alcance.
Diferenciais da tecnologia apresentada
O grande diferencial das baterias de estado sólido da GAC reside na substituição do eletrólito líquido convencional por um material sólido. Essa alteração não apenas aumenta a segurança dos veículos, mas também possibilita o uso de ânodos de lítio metálico, o que contribui para uma estrutura mais compacta e uma densidade energética ainda maior. Além disso, essa tecnologia inovadora pode melhorar a segurança dos produtos, sendo uma resposta necessária para as preocupações em relação a incêndios e explosões associadas às baterias convencionais.
Outro aspecto importante mencionado pela GAC é que o processo de fabricação das baterias de estado sólido foi otimizado. A empresa desenvolveu um método que inclui eletrodos secos e a fusão de interface in situ, o que pode resultar em uma redução de aproximadamente 15% no investimento necessário em equipamentos e cerca de 40% no espaço requerido para a montagem da fábrica. Esses melhorias, somadas a uma redução de mais de 35% nos custos de produção, tornam a abordagem da GAC bastante eficiente e promissora para a indústria automotiva.