Prostituição infantil nas estradas

A exploração sexual infantil pode ser considerada como um dos maiores males que ocorrem nas rodovias do Brasil. A prática deste tipo de crime envergonha a sociedade brasileira e mancha a reputação do país dentro da comunidade internacional. A violência sexual contra a criança é um ato ou jogo sexual que tem como objeto a criança ou adolescente, praticada na presença de um ou mais adultos, a qual a criança ou adolescente é utilizada para estimular sexualmente o adulto envolvido nesta prática monstruosa. Nos últimos anos as ocorrências de abusos sexuais contra crianças têm acentuado, principalmente as margens de avenidas ou rodovias, nos entornos das grandes cidades. A pobreza e a falta de acesso à educação continuam sendo o principal combustível para a prática deste tipo de violência contra crianças e adolescentes.

O contexto tenebroso de pobreza e exploração
O Brasil é considerado a nação vice-campeã mundial na exploração sexual de mulheres e crianças. Este triste título alimenta uma indústria clandestina fomentada principalmente pela publicidade de sexo barato e sem limites, promovida por agentes de turismo junto aos países europeus. Todos os anos, centenas de turistas europeus desembarcam em terras tupiniquins, principalmente no Nordeste, com objetivo de satisfazer suas fantasias sexuais, geralmente ligadas às crianças, sem que haja qualquer tipo de fiscalização oficial.

Os europeus encontram no Brasil uma farta variedade de locais que oferecem programas sexuais com crianças e adolescentes sem que possam se preocupar com a polícia. Conseguem em terras brasileiras realizar suas fantasias que, se fossem realizadas em solo pátrio, com certeza seriam punidos com leis duras contra a pedofilia e pornografia infantil. O Nordeste ainda supre a maior parte deste mercado clandestino, fomentado pela extrema pobreza de sua população. É recorrente a presença de pais ou adultos junto à criança, que exposta em vias publicas, em trajes provocantes, servem como objeto de sexo à escolha de seu cliente. Muitos pais oferecem suas filhas ou filhos em troca de míseros reais.

Recentemente a TV BBC da Inglaterra publicou uma reportagem sobre as facilidades em se encontrar crianças para satisfazer o turismo sexual de estrageiros em terras brasileiras. Acompanhe abaixo um trecho extraído do programa Our World: Brazil’s Child Prostitutes (“Nosso Mundo: As Crianças Prostituídas do Brasil”, em tradução livre) do repórter Chris Rogers, da BBC londrina.

“Uma menina vestida com um pequeno biquíni expõe seu corpo frágil. Ela não parece ter mais do que 13 anos, mas é uma das dezenas de garotas andando pelas ruas à procura de clientes debaixo do sol da tarde.

A maioria vem das favelas da região. Ao parar o carro, a reportagem da BBC é recebida com uma dança provocante da menina, para chamar a atenção.

“Oi, meu nome é C. Você quer fazer um programa?”, ela pergunta. C. pede menos de R$ 10 por seus serviços. Uma mulher mais velha chega perto e se apresenta como mãe da menina.

“Você pode escolher outras duas meninas, da mesma idade da minha filha, pelo mesmo preço”, ela diz. “Eu posso levar você a um motel local onde um quarto pode ser alugado por hora.”

Quando a noite cai, em uma área com bares e bordéis da cidade, o playground sexual de Recife ganha vida.

Prostitutas se divertem com turistas, dançando e procurando por clientes em potencial. Muitas delas parecem ter muito menos do que 18 anos de idade.

Motoristas de táxi trabalham com as garotas que são jovens demais para entrar nos bares. Um deles me oferece duas pelo preço de uma e uma carona para um motel local.

“Elas são menores de idade, então são muito mais baratas que as mais velhas”, explica ele ao me apresentar S. e M.

Nenhuma delas faz nenhum esforço para esconder sua idade. Uma delas leva consigo uma bolsa da Barbie, e as duas se dão as mãos com um olhar que parece aterrorizado diante da perspectiva de um potencial cliente.(…)”

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